Tratamentos

Do bloqueio à cirurgia minimamente invasiva — sem pular etapas.

A escolha do tratamento certo segue uma lógica: começa pelo menos invasivo e só avança se o caso exigir. A maior parte dos pacientes melhora antes de chegar à cirurgia.

Como decidimos o caminho

Três passos antes de qualquer indicação.

  • Avaliação clínica completa — história, exame físico e neurológico
  • Exames de imagem dirigidos — ressonância confirma, não decide sozinha
  • Plano escalonado — começa pelo menos invasivo, avança conforme a resposta do corpo

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Tratamento conservador

O que é

Conjunto de abordagens não cirúrgicas: fisioterapia especializada em coluna, RPG, Pilates clínico, medicação anti-inflamatória, controle da dor e mudança de hábitos posturais e de carga. É o ponto de partida da imensa maioria dos casos.

Quando é indicado

  • Primeira crise de dor sem sinais neurológicos
  • Dor recorrente que não evolui com perda de força
  • Hérnia identificada em exame, mas com sintomas leves a moderados
  • Pacientes que querem evitar ou adiar abordagens mais invasivas

O que envolve

Tipicamente 6 a 12 semanas de fisioterapia 2–3× por semana, combinada com medicação ajustada caso a caso e orientação de retorno gradual às atividades. Acompanhamento médico periódico para reavaliar resposta.

Para quem funciona

Mais de 80% dos pacientes melhoram bem com tratamento conservador bem conduzido. Quando não basta — geralmente porque a dor persiste por mais de 6–8 semanas apesar de tratamento adequado, ou porque aparece comprometimento neurológico — passamos para o próximo degrau.

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Bloqueio anestésico guiado

O que é

Injeção precisa de um corticoide associado a anestésico local na raiz nervosa inflamada, sob orientação de imagem em tempo real (radioscopia ou ultrassom). Não é "bloqueio cego" — a agulha é guiada com precisão milimétrica.

Quando é indicado

  • Dor radicular intensa que não cede com medicação oral
  • Pacientes que ainda não têm critério para cirurgia, mas precisam quebrar o ciclo de dor
  • Como recurso diagnóstico — confirmar qual raiz é responsável pelo sintoma

O que envolve

Procedimento ambulatorial, dura cerca de 20 minutos, feito sob sedação leve. Alta no mesmo dia, retorno a atividades em 24–48h. Pode ser repetido se necessário, respeitando intervalo seguro.

Para quem funciona

O bloqueio é especialmente eficaz quando combinado com fisioterapia — quebra a dor para o paciente conseguir, enfim, fazer o tratamento conservador direito. Para muitos, isso é o suficiente.

03 · Destaque do consultório

Cirurgia endoscópica da coluna

O que é

Quando o tratamento conservador não resolve, a endoscopia é hoje o procedimento de coluna mais minimamente invasivo que existe.

Uma incisão de menos de 1 centímetro. Uma câmera de alta definição que entra pelo espaço natural entre as vértebras. O fragmento de disco que está pressionando o nervo é retirado, e pronto.

O que isso significa para você

  • Anestesia local + sedação (sem anestesia geral, na maioria dos casos)
  • Alta no mesmo dia
  • Volta a caminhar em poucas horas
  • Cicatriz que praticamente desaparece
  • Menos sangramento e menos dor no pós-operatório

O Dr. Rodolfo é pioneiro da técnica no Brasil — professor das técnicas minimamente invasivas.

Quando é indicada

  • Hérnia de disco com compressão radicular bem definida
  • Estenose foraminal
  • Falha de tratamento conservador bem feito
  • Sinais neurológicos (perda de força, dormência progressiva)

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Cirurgia biportal (UBE)

O que é

Sigla para Unilateral Biportal Endoscopy. Em vez de um único acesso (endoscopia clássica), usam-se dois pequenos acessos próximos um do outro — um para a câmera, outro para o instrumental. Isso permite trabalhar com instrumentos cirúrgicos tradicionais, mantendo o caráter minimamente invasivo.

Quando é indicada

  • Estenose de canal vertebral mais extensa
  • Hérnias volumosas ou em localizações desafiadoras para a endoscopia clássica
  • Quando se precisa fazer mais que retirar fragmento — descompressão ampla

O que envolve

Dois acessos de cerca de 1 cm cada. Anestesia geral em maior parte dos casos. Internação curta (24–48h). Recuperação semelhante à endoscopia clássica.

Para quem funciona

Pacientes que se beneficiariam de cirurgia, mas têm condições que tornam a endoscopia simples menos indicada. É a "ponte" entre a endoscopia e a cirurgia aberta tradicional — com o melhor de cada mundo.

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Artrodese minimamente invasiva

O que é

Procedimento que fixa duas (ou mais) vértebras vizinhas, transformando-as em uma única unidade. É usada quando, além da hérnia, há instabilidade da coluna — vértebras que escorregam, articulações muito desgastadas, espondilolistese. A versão minimamente invasiva (MIS-TLIF, OLIF, ALIF, dependendo da via) substituiu a cirurgia aberta clássica em muitos cenários.

Quando é indicada

  • Espondilolistese (vértebra escorregando)
  • Instabilidade segmentar com dor crônica
  • Hérnia recidivada após primeira cirurgia
  • Degeneração discal avançada com colapso do espaço entre vértebras

O que envolve

Pequenas incisões direcionadas, uso de espaçador entre as vértebras e fixação por parafusos pediculares colocados por via percutânea. Anestesia geral. Internação geralmente de 2–3 dias.

Para quem funciona

Para os casos em que a hérnia é apenas uma parte do problema — quando há um desarranjo mecânico maior da coluna. A artrodese minimamente invasiva resolve definitivamente a instabilidade, com cicatrizes e recuperação muito mais favoráveis do que a cirurgia aberta tradicional.

Em uma olhada

Comparativo rápido.

Tratamento Anestesia Cicatriz Recuperação Indicação principal
Conservador6–12 semanasMaioria dos casos iniciais
BloqueioLocal + sedação24–48hDor refratária ao oral
EndoscopiaLocal + sedação< 1 cmDiasHérnia com falha conservadora
BiportalGeral2× ~1 cmDias a semanasEstenose ou hérnia volumosa
Artrodese MISGeralPequenas4–8 semanasInstabilidade da coluna

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Cada coluna pede um plano próprio.

Trazer seus exames e sua história é o ponto de partida. Em uma consulta conseguimos delinear o caminho de menor dor e maior chance de recuperação.

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